´A gente tem polÃtico de oposição sendo salvo por esta estrutura da Covid-19´
Até agora a Prefeitura de Ilhéus não se manifestou sobre a dura nota emitida pela Associação de Docentes da Universidade Estadual de Santa Cruz (ADUSC), que acusou o governo municipal de adotar, durante a pandemia, uma necropolítica na cidade, conceito desenvolvido pelo filósofo e professor universitário camaronês Achille Mbembe, que o atribui ao Estado que escolhe quem deve viver e quem deve morrer.
Leia a polêmica nota - que reverberou até na governadoria, com preocupação política do seu efeito - clicando aqui.
Mas na Câmara houve reação à nota. O vereador Jerbson Moraes, do partido do prefeito, o PSD, disse nesta terça (28), no plenário do Legislativo, que "em Ilhéus ninguém escolheu ainda quem vai morrer". No discurso, questionou: "eu quero que alguém levante a mão e me diga que se alguém que morreu de Covid em Ilhéus teve alguma culpa por omissão do prefeito Mário Alexandre., Faltou médico? Faltou hospital? Faltou respiradores? Se faltou, fala. É por que tem uma porcentagem que não tem jeito, que dá erro, que você faz de tudo e não tem jeito", justificando o número de mortes ocorridas até aqui.
Moraes afirmou que, na opinião dele, Ilhéus é destaque nacional do tratamento da Covid-19. "Na Europa vocês viram todo mundo morrendo em porta de hospital, escolhendo quem vai morrer. E aí, a culpa foi do prefeito? Dos Governadores de lá?", questionou. "Em Ilhéus, de acordo com o vereador, "ninguém escolheu ainda quem vai morrer" e "a gente tem político de oposição sendo salvo por esta estrutura que o governo montou”, afirmou.
Para Jerbson, apesar de diabólica, a pandemia é enfrentada em Ilhéus com o recorde de 65 leitos de UTI, com a implantação do melhor hospital de campanha do interior, no Centro de Convenções, diversos hospitais conveniados e com a descentralização do atendimento em oito unidades de saúde nos bairros. "UTI pode até faltar. Mas não faltou ainda", afirmou.